Neste ano a Orquestra Sinfônica da Unicamp (OSU) em parceria com o CIDDIC (Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural) promoveram o concurso Tocando com a OSU, edital com importante apoio do GGBS (Grupo Gestor de Benefícios Sociais) que procurou fomentar a paixão pela música entre docentes, pesquisadores e funcionários da UNICAMP.
No dia 24 de novembro os 3 vencedores participaram de uma live com a maestrina da Sinfônica da Unicamp, Cinthia Alireti. A transsão foi pelo canal do YouTube da OSU (confira aqui).
A seguir você confere um depoimento sobre como foi participar do concurso e acerca da importância de se promover este tipo de evento voltado para a comunidade interna da Universidade.
Marco Aurélio Soares de Castro
Apesar de já ter falado a respeito na live, escrever sobre a experiência de tocar, em especial com mais pessoas – e mesmo que à distância -, é bem difícil para mim. Acho que podemos falar sobre o aspecto técnico da música com muito mais facilidade do que sobre as sensações que ela nos proporciona ou o efeito que ela causa em nós. O próprio ato de ‘escrever’ música resulta apenas em uma representação visual, no papel ou na tela, daquilo que ouvimos e que consegue nos impactar contínua e profundamente.
Penso que é a forma única como recebemos, sentimos, interagimos e reagimos à música que a torna uma forma de arte e de comunicação tão especial. E falando em impacto, admito que tenho que me ‘preparar’ cada vez que ouço a parceria que tive o prazer de realizar com a OSU, porque foi algo muito emocionante, talvez o momento mais marcante desde que comecei a tocar baixo, há… bem, um bom tempo atrás.
Novamente tenho que dizer o quão grato estou à OSU, à Cinthia e ao Luca pela paciência e pelas palavras, e ao GGBS pela oportunidade proporcionada pelo edital.
E parabéns ao Luís Fernando e ao Murilo que compartilharam dessa emoção!
Murilo Vieira Geraldo
Sou biólogo, professor do Instituto de Biologia da UNICAMP. Para contar minha experiência em participar do edital Tocando com a OSU, eu tenho que voltar a meados dos anos 90, antes de descobrir que seria biólogo. Estudei violão popular e clássico e confesso que vislumbrei me aprofundar nos estudos da música. Até que em 1996 uma ovelha foi clonada e a Biologia me ganhou. Mas a música sempre esteve paralela, amadora. Ainda, me ajudou a trabalhar minha timidez e só sou professor por causa disso.
Durante a pandemia de COVID-19, o isolamento e a sobrecarga de trabalho fizeram da música uma válvula de escape para o estresse. Com um amigo, remotamente, gravamos músicas apenas por satisfação pessoal. O edital tocando com a OSU surgiu neste contexto. Confesso que não acreditei que teria alguma chance. Ficamos muito felizes com a oportunidade e maravilhados com o resultado final. Tocar junto a uma orquestra, mesmo que virtualmente, é uma oportunidade para poucos seres humanos.
Saber que músicos de alta performance estão em harmonia com a sua música é uma experiência incrível. O mais legal é que neste cenário de isolamento durante a pandemia, meu filho, na época com 4 anos, sem aulas presenciais, me acompanhou o tempo todo e acabou se interessando muito pela música. Nós dois nos matriculamos em uma escola de música. Reformei minha guitarra e comprei novos equipamentos de som.
Enfim, este processo foi realmente uma redescoberta da música para mim e certamente irreversível. Agradeço ao CIDDIC, ao GGBS, aos produtores, arranjadores e principalmente musicistas da OSU que dedicaram seu valioso tempo para tocar ao meu lado.
Luís Fernando Mercier Franco
A experiência de poder gravar uma música com a OSU foi sem dúvidas uma das mais incríveis que já vivi; um verdadeiro sonho realizado. Ter uma orquestra sinfônica como a OSU na Unicamp é certamente um privilégio.
Agradeço imensamente aos músicos da orquestra, e, em particular, à maestrina Cinthia Alireti por esta oportunidade! Que esta edição do concurso “Tocando com a OSU” seja a primeira de muitas, e se consolide como um marco de integração da vida acadêmica na Unicamp.